Resenha| O Espadachim de Carvão

adapak

-O que fazer quando não se sabe exatamente quem você é ou qual seu motivo de continuar?-

-Ouça os círculos e descubra!-

Oi galera, tudo bem? Vamos falar sobre coisa boa?

Que tal um bom livro pra ler nesse frio? (Sou do sul, desculpa galera que mora acima do trópico de capricórnio, o livro vale pro calor também)

Vamos lá…

Eu já tinha ouvido falar algumas coisas sobre esse livro, mas me permiti ser cético e o deixar na estante por alguns meses antes de abri-lo. Nunca mesmo tinha ouvido falar de Affonso Solano e se tu for como eu, vai esperar ansioso pelo continuação dessa história que comprou assim que terminou de ler O Espadachim de carvão.

A história desse nosso herói se passa em Kurgala, um planeta em que os deuses simplesmente abandonaram todos os seres para se recolherem às suas casas e ali ficarem. Adapak é filho de um deles e acredita que tudo no mundo é, apesar das suas diferenças, razoavelmente bom.

Ele sabe sobre muita coisa. A Casa, o lugar onde vive com um desses deuses e praticamente um ser vivo ou uma continuação da mente desse deus, pois tudo o que é imaginado é criado, o ensina tudo quanto é necessário e nunca duvidou do que lhe fora dito, ao menos até quando começam a querer matá-lo

Tudo que Adapak pensava sobre si mesmo desmorona sobre si mesmo. Ele é obrigado a fugir e depender simplesmente de seus conhecimentos. O problema é que ele não tinha conhecimento do que o mundo era realmente e sua inocência acaba gerando alguns problemas que ele não esperava. O fato de estar sempre sozinho te faz querer acompanhar Adapak, até mesmo sentir pena pelo modo como ele é jogado de um lado ao outro.

Com decepções amorosas, encarando desvios de caráter de gente que ele julgava serem pessoas inabaláveis e também encontrando improváveis aliados, Adapak precisa amadurecer enquanto pessoa muito rapidamente (não totalmente, é claro) para se adaptar a um mundo em que muita gente quer mata-lo sem que saiba o porquê.

A forma que a história é contada, inicialmente, me incomodou, mas isso porque sou uma pessoa linear e preferia à essa forma, com retornos na história, mas admito que foi o que me fez querer continuar, pois a cada momento que uma ponta solta era amarrada, me sentia com mais vontade de descobrir o que ia acontecer em seguida.

Com personagens secundários sem os quais seria impossível se montar um universo dessa magnitude, Affonso me provou que é possível amar e odiar um autor que não seja Stephen King. O gancho pro próximo livro é gigantesco, então não consigo pensar que não tenha sido proposital. Você vai querer continuar lendo, te garanto. Adapak tem ainda muito a provar a si mesmo e descobrir sobre o mundo que vive, além das suas origens…

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