Resenha| Heresias, cigarros e morte

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Pois bem
Esse com toda certeza não vai ser um livro fácil de passar pra vocês
Eu posso dizer de cara
LEIAM!!!!
É BOM, O MENINO JEFF

O livro, inicialmente, deveria ser uma HQ e creio sinceramente que a melhor coisa que aconteceu foi ter sido transformado em livro…
Tem muito de uma HQ nele e essa parte é a melhor pois faz com que o leitor veja claramente o que está acontecendo. Também faz com que diversas interpretações sejam criadas. Se tu ler mais de uma vez, talvez veja a coisa por outro prisma
Posso dizer que o autor é detalhista e me desculpem, como o conheço, tentarei ser imparcial, mas é quase certeza que vou rasgar seda pro infeliz

Queria poder dizer que o enredo é simples, mas não é. Isso não quer dizer que não seja muito bem construído. E tudo se esclarece no final, então fica sossegado
É o tipo de coisa que se tu não ler de uma vez, vai ficar se perguntando o que é que está faltando até ir lá terminar de ler, isso é mágico.

Pode-se dizer que o personagem principal seja um pouco (muito) psicótico, e o nome do livro cabe muito bem como explicação dele, pois vive envolto nessas três faces.
O livro começa por uma sessão de terapia onde Abraham (ou Abe) começa a falar de si e de seus temores, dores e monstros (E tem muitos monstros ali que vão sendo explicados mais adiante).

Uma pergunta que fica latente em todos é, talvez, a personagem mais importante do livro, Sara.
Pondo-se em miúdos, Abe odeia o mundo que vive. É um mundo podre cheio de violência, corrupção em que somente os abastados tem direito a segurança e até mesmo algo que possa ser chamado de felicidade. Nesse mundo há muito pouco que se possa salvar. Esses poucos elementos são transcritos com calma. Tanta calma que Sara, o maior deles, leva uma boa parte do livro..

Uma personagem bem marcante é a morte. Sim, isso, a morte… Não obstante em ser presente em toda a extensão da história, ela também cria uma personalidade para dialogar com nosso herói (?)

O começo do livro começa de forma estranha, admito. Pensei que não fosse gostar, mas assim que comecei a rir com algumas passagens, me prendeu totalmente. A continuação se tornou bem preocupante com as idas e vindas de memórias, mas nada que prejudicasse a história e tu acaba entendendo o porquê.
Devo dizer, por puro ódio, que algumas “lembranças” me fizeram revirar como se tivessem acontecido comigo e algumas outras como se eu estivesse na pele dele, por isso digo que foi uma boa a HQ ter se transformado em livro, pois pôde proporcionar essa inserção na história

Posso, com toda certeza que tenha de leitor (Não se fiem em mim, gosto de ler, não sou o melhor, leiam), que o livro vale a pena. A leitura é simples e, se gostar de ler, em algumas horas o terá terminado.
As inserções bíblicas dão um bom tom herege, muita fumaça dos milhares de cigarros que começam e terminam com as dores e amores, e… bem… não me permitiram dizer o quanto, mas certamente tem (e você talvez odeie Abe por isso) morte!

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Parece até gente :v
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